Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo,
Tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
Ou, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paul, glauco pascigo...
Hoje sou homem - e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, na imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas, estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
Antero de Quental
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
sábado, 28 de julho de 2007
O MONGE E O ESCORPIÃO
Conta-se a seguinte fábula:
um monge e os seus discípulos caminhavam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião a ser arrastado pelas águas. Imediatamente, o monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e com a mão agarrou o animal. Quando o trazia para fora de água, o escorpião picou-o e, devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.Mas, de seguida, agarrou num ramo de uma árvore, e correndo pela margem tentou novamente tirar o escorpião e conseguiu salvá-lo. Voltou de seguida para junto dos seus discípulos na estrada. Estes tinham assistido à cena com perplexidade e indignados disseram:
- Mestre, a sua mão deve estar a doer muito! Porque é que salvou esse bicho mau e venenoso? Ele que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele reagiu à sua ajuda! Picou a mão que o salvava! Não merecia a sua compaixão!
O monge ouviu os comentários tranquilamente e respondeu:
- Ele agiu em conformidade com a sua natureza, e eu de acordo com a minha.
Conclusão: Esta parábola faz-nos reflectir sobre como melhor compreender e aceitar as pessoas com quem nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar os outros, mas podemos melhorar nossas próprias reacções e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito pelo próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.
Saber escolher, aceitar, sofrer, perder ou vencer é agir com sabedoria.
um monge e os seus discípulos caminhavam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião a ser arrastado pelas águas. Imediatamente, o monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e com a mão agarrou o animal. Quando o trazia para fora de água, o escorpião picou-o e, devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.Mas, de seguida, agarrou num ramo de uma árvore, e correndo pela margem tentou novamente tirar o escorpião e conseguiu salvá-lo. Voltou de seguida para junto dos seus discípulos na estrada. Estes tinham assistido à cena com perplexidade e indignados disseram:
- Mestre, a sua mão deve estar a doer muito! Porque é que salvou esse bicho mau e venenoso? Ele que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele reagiu à sua ajuda! Picou a mão que o salvava! Não merecia a sua compaixão!
O monge ouviu os comentários tranquilamente e respondeu:
- Ele agiu em conformidade com a sua natureza, e eu de acordo com a minha.
Conclusão: Esta parábola faz-nos reflectir sobre como melhor compreender e aceitar as pessoas com quem nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar os outros, mas podemos melhorar nossas próprias reacções e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito pelo próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.
Saber escolher, aceitar, sofrer, perder ou vencer é agir com sabedoria.
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